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O assassinato brutal de Daiana da Silva Miranda Figueiredo, de 38 anos, ocorrido na última segunda-feira (28), em São Carlos (SP), reacendeu o alerta para a ausência de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres na cidade. Daiana foi morta a facadas pelo ex-companheiro, em mais um caso de feminicídio que poderia ter sido evitado.
A vereadora Raquel Auxiliadora (PT) lamentou profundamente o ocorrido e apontou o descaso da gestão municipal como fator agravante. “Daiana foi vítima do machismo, da violência de gênero, mas também do abandono do poder público. Sua morte não pode ser só mais um número”, declarou.
A crítica de Raquel se baseia no fechamento de importantes equipamentos públicos de proteção às mulheres. São Carlos já perdeu três serviços essenciais: o Centro de Referência da Mulher, a Casa de Apoio Feminina — voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade — e, no início deste mês, a Casa de Passagem Feminina, que abrigava mulheres em situação de rua.
“Esses espaços não são opcionais. São parte de uma rede de proteção que salva vidas. Quando o governo fecha essas portas, ele está dizendo às mulheres que elas estão sozinhas”, afirmou a vereadora.
Raquel também fez um apelo direto ao poder público: “Quantas Daianas mais vão morrer antes de a Prefeitura entender que violência contra a mulher se combate com política pública — não com discurso vazio?”
A vereadora reforça que seguirá mobilizada, junto de movimentos feministas e da população, para exigir respostas concretas e a reabertura dos serviços. “Seguiremos lutando por políticas públicas de verdade. Por Daiana e por todas.”