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MENOR QUE AGREDIU PROFESSOR EM SÃO CARLOS DEVE SER PUNIDO NO PRAZO DE DOIS MESES

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 Promotor público Mário José Corrêa de Paula, da Vara da Infância e Juventude de São Carlos, recebeu a equipe da redação para uma entrevista em sua casa. (Foto: Abner Amiel).

Por A Folha de São Carlos e Região

 

Folha SCR.

O adolescente de 15 anos que agrediu um professor de 48 anos na última terça-feira (12) na Escola Estadual Orlando deverá ter punição no prazo de dois meses, segundo o promotor público Mário José Corrêa de Paula, da Vara da Infância e Juventude de São Carlos. A punição do Ministério Público deve submeter o adolescente à  medida socioeducativa de internação na Fundação Casa.

 

“Vai ser feito um procedimento para o menor solto. Isso demora em torno de dois meses para chegarmos no começo do processo de punição, mas, sim, com certeza ele vai sofrer uma punição, se ele tiver antecedente vai ser pedida a internação dele na Fundação Casa”. O promotor também deve requerer ao juízo para que o jovem preste serviço à comunidade ou participe de palestras com seus pais e façam cursos obrigatórios. De acordo com o promotor, os pais vão se responsabilizar pelo prejuízo causado. O carro ficou depredado, com pneus murchos e riscos.

 

Tolerância zero. Um caso inusitado aconteceu.  Na quarta-feira (13), um dia depois do episódio, o promotor declarou à imprensa que a tolerância será zero para qualquer tipo de agressão e xingamento contra professores em São Carlos. O anúncio ganhou maiores proporções.  “Nós tivemos uma informação do comando da PM que a partir da entrevista ter sido veiculada pela imprensa local, os roubos, furtos cometidos por menores pararam. Isso nós leva a tentar a estruturar melhor a promotoria. Nós temos problemas de falta de pessoal, mas dá para articularmos aplicar a tolerância zero em outras áreas também que envolvem menores”, disse ao jornal Folha São Carlos e Região.

 

O processo será mais severo também para os casos futuros. “No caso atual foi instaurado um procedimento de apuração de ato infracional. O adolescente não foi apreendido imediatamente pelo delegado. Como foi um ato com violência, vamos enviar uma recomendação aos delegados que em caso de violência como essa em escolas, apreendam os adolescentes e para levá-los direto ao NAI e depois para justiça, para que em caso de punição mais séria nós possamos tomar providências imediatas”.

 

Há três meses, o MP de São Carlos recebeu cartas com uma série de denúncias, citando insegurança na mesma escola. O promotor assegurou que naquele momento foi instaurado um inquérito civil. Mário José Corrêa de Paula sustentou que a questão de falta de funcionários está sendo verificada, mas de antemão disse que o quadro está completo. O problema é o número de falta muito grande dos funcionários e dos professores, principalmente sem aviso, o que gera ausência de professores nas aulas e os alunos ficam ociosos.

 

O promotor também informou que o MP já tinha pedido intensificação da ronda escolar na porta da escola. Mas não é uma questão só de patrulhamento preventivo. “Precisamos que os professores façam os boletim de ocorrência quando acontecer alguma coisa para que possamos tomar as medidas cabíveis”.

 

Foto: Abner Amiel

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