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Com a chegada das épocas mais frias do ano, é comum que aumentem as queixas de dor de dente. Segundo o dentista Antônio Almeida Neto, pesquisas apontam que esse aumento chega à casa dos 30% e ele confirma em sua clínica. Mas explica que isso acontece porque a boca tem temperatura equivalente à do corpo humano, entre 36ºC e 37ºC, enquanto a temperatura externa costuma ficar entre 10ºC e 15ºC (temperatura média das noites de inverno) durante o inverno. “Ao abrir a boca, ela fica em contato direto com o ar frio e essa inversão térmica constante afeta os dentes, principalmente aqueles que estão com dentina exposta, lesões cariosas ou com algum tipo de trauma”, explica o dentista.
Dentes com dentina exposta, cáries ou outro tipo de trauma oral apresentam terminações nervosas mais sensíveis a estímulos e suscetíveis à dor. Com isso, a inversão térmica gerada pela diferença drástica entre temperatura interna e externa é suficiente para afetar os dentes que não estão em perfeita condição.
Outro aspecto é a sinusite, que se manifesta com muita frequência nesta temporada de inverno. Essa inflamação afeta os seios paranasais que incluem a região do maxilar onde as raízes de pré-molares e molares ficam “mergulhadas”. “Quando a sinusite se manifesta, essas raízes também são afetadas provocando um incômodo parecido com a tradicional dor de dente”, comenta o profissional.
Para minimizar as chances de sofrimento com dores de dente no período de inverno, o ideal é sempre fazer um acompanhamento odontológico preventivo. “Para isso, basta apenas que o paciente visite regularmente o dentista, para identificação precoce de problemas bucais que possam causar sensibilidade, e não descuide, em hipótese alguma, da higiene bucal”, orienta Almeida Neto.
