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Leonardo Santos | ACidadeON/Ribeirao
Os reservatórios de água de Ribeirão Preto contam apenas com 10,9% de sua capacidade em utilização, de acordo com o Daerp (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto). Mas, o problema não é a falta de água, já que ela é captada diretamente do Aquífero Guarani, mas do sistema de distribuição, apontado como um dos principais causadores de vazamentos na cidade.
Isso porque, Ribeirão Preto adota o Sistema de Abastecimento em Marcha, que basicamente é o seguinte: água captada do poço, ela é distribuída na rede, e o que sobrar, vai para reservatório. Segundo o superintendente do Daerp, Afonso Reis Duarte, o sistema foi adotado no passado por ser mais barato, no entanto, tem levados a custos no conserto de vazamentos.
De acordo com o Daerp, as perdas de água na cidade são de 55% da produção diária ao longo do ano de 2018, foi de 131 mil metros cúbicos ao dia. Há dois anos, segundo a autarquia, as perdas passavam de 60%. “Isso é um crime ambiental você perder tanta água dessa forma”, afirma o superintendente do Daerp, Afonso Reis Duarte.
No entanto, Ribeirão Preto ainda não tem data para resolver o problema. Isso porque, o Daerp ainda aguarda a liberação de recursos por parte do Ministério de Desenvolvimento Regional para reformular o sistema. A estimativa é de que o novo sistema custe cerca de R$ 121 milhões.
Caso a União libere os recursos, a expectativa é de que o projeto seja concluído até 2021. No entanto, se isso não ocorrer, o superintendente afirma que o Daerp fará a reforma com recursos próprios. Porém, isso demoraria um pouco mais de tempo, sendo concluído apenas em 2026.
“Isso é um serviço que precisa ser feito. Nós vamos economizar mais um metro cúbico de água por segundo”, afirma Afonso Reis Duarte, que estima que isso poderia fazer com que as perdas de água na rede seja diminuída para 25% da captação diária de água no município.
Atualmente, os reservatórios do Daerp têm a capacidade de armazenar 146 mil metros cúbicos de água, no entanto, a maior parte desse espaço está ociosa, já que a água não tem chegado até o destino.
Opinião
O professor de engenharia hidráulica, Marcos Fontes, explica que o sistema adotado atualmente na cidade não é muito eficiente, na comparação com a utilização de reservatórios, já que como a água vai diretamente para a tubulação, a pressão é maior no encanamento e, quando o consumo cai, como no período noturno, a rede pode sofrer com problemas de vazamento.
“Com o reservatório tem duas funções básicas, é possível atender uma demanda variada de água, não dependendo do clima, da qualidade da água, etc. Se você tem o reservatório, você consegue suprir se você tem uma demanda maior ou uma demanda menor. Além disso, eu consigo manter uma pressão constante de água no meu sistema de distribuição”, aponta o especialista.
Captação do Rio Pardo
Além disso, o Daerp estuda uma alternativa para captação de água na cidade, para além do Aquífero Guarani. De acordo com o superintendente do Daerp, até o fim do ano vai ser contratada uma empresa para fazer o projeto básico para que Ribeirão Preto possa fazer captação de água do Rio Pardo.
Afonso Reis Duarte afirma que a medida é necessária para que não ocorra imprevistos no futuro.
Caso Governo Federal financie obras, previsão é que elas sejam entregues até 2021, segundo o superintendente do Daerp, Afonso Reis Duarte (Foto: Milena Áurea/Arquivo A Cidade)