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Em nota, a secretaria de Urbanismo afirmou que irá enviar um fiscal ainda nesta quarta-feira (9) para averiguar o local.
Acidadeon.com
09/08/2017
A escola infantil onde uma bebê de quatro meses morreu na tarde desta terça-feira (8) por suspeita de engasgo não tem alvará de funcionamento segundo a Prefeitura. Em nota, a secretaria de Urbanismo afirmou que irá enviar um fiscal ainda nesta quarta-feira (9) para averiguar a situação e tomar as medidas necessárias.
Era o primeiro dia de Emanuelle Maciel na creche particular Casinha do Saber, que fica na Rua Barão de Jaguara, no Centro, de Campinas. A criança estava em adaptação e a mãe a deixou no local por volta das 13h e voltou às 15h para buscá-la.
Segundo o tio da menina, a criança era saudável e nunca teve nenhum problema de saúde que justificasse a morte.
Nesta terça-feira, a mãe da bebê a deixou na creche por volta das 13h. Às 14h conversou com uma professora da escola que informou que iria colocá-la para dormir. A funcionária inclusive encaminhou fotos da menina.
A mãe retornou à escola por volta das 15h. Era o período de adaptação a nova rotina da criança na creche.
Ao chegar no local, funcionários não deixaram ela entrar e disseram que iam buscá-la no berçário. Ainda segundo o relato do tio da menina, a funcionária voltou e perguntou para a mãe se a menina tinha sono profundo porque ela não acordava.
Desesperada, a mãe invadiu a escola e encontrou a menina já com os lábios roxos. Ela pegou a criança no colo e correu até a Casa de Saúde, cerca de três quarteirões da escola.
Os médicos que atenderam a bebê a tentaram reanimar. E teriam dito à família que a suspeita é que ela tenha engasgado com alguma coisa. Ela sofreu uma parada cardíaca.
A família agora aguarda os primeiros laudos sobre a causa da morte. A família registrou boletim de ocorrência de morte suspeita. O tio questiona a falta de preparo da escolinha em atender a bebê. “Se a mãe não tivesse buscado a menina ela ia morrer e ninguém ia ver”, disse o tio da bebê Devair Marques.
“A escola não tinha um carro para levá-la ao hospital. A tia que estava com ela no colo não tinha preparo e não sabia fazer nenhum procedimento que pudesse fazer a criança voltar”, afirmou.
Ele afirmou que a família está completamente abalada e os pais não têm condições de falarem sobre o que ocorreu.
O enterro da menina será nesta quinta-feira em Paulínia, cidade onde a família vive.
Prefeitura
Em nota a Prefeitura de Campinas informou também que uma escola de educação infantil particular só pode funcionar se ela tiver a Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB), Alvará de Uso expedido pela Secretaria de Urbanismo e Firma Aberta.
A partir disso, o responsável pela unidade entra com o pedido de autorização e credenciamento junto a Secretaria de Educação. São solicitados o projeto pedagógico da escola, regimento interno e ainda há uma vistoria de engenheiros, da própria Educação, para vistoriar as instalações da unidade escolar. Após este trâmite, o estabelecimento recebe autorização de credenciamento e funcionamento.
Outro lado
A escola informou que que está à disposição da família para ajudar. Ninguém quis comentar o caso.