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AS VESTIDEIRAS: CONHEÇA O PROJETO DE SÃO CARLOS QUE AJUDA COMUNIDADES E PAÍSES AFRICANOS

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Natália Berrocá, de 25 anos, é a idealizadora do projeto que nasceu em 2016 (foto: arquivo pessoal).

 

Abner Amiel/ Folha São Carlos e Região

29/04/2018

 

O trabalho em grupo de costureiras de São Carlos e da região  tem chamado atenção pelo trabalho  solidário e voluntário. Elas confeccionam, costuram e arrecadam vestidos novos e usados para ajudar dezenas de comunidades ribeirinhas da Amazônia e países da África.

Natália Berrocá, de 25 anos, é a idealizadora do projeto “As vestideira”. No ano passado ela e mais 10 costureiras voluntárias costuraram 200 vestidos e enviaram à África por meio de um médico voluntário, em parceria  com projeto que leva bonecas para o continenete africano.

A meta de arrecadação até o início de junho deste ano é de 600 vestidos. No mês de julho, As Vestideiras vai enviar 600 vestidos à África, 300 para Guiné Bissau e 300 para Angola.

Berrocá disse que o projeto As vestideira foi inspirado nos trabalhos sociais realizados pela americana Lilian Weber, uma senhora de 99 anos do estado de Iowa, nos Estados Unidos, que dedicou os últimos anos a costurar um vestido por dia para a associação filantrópica Little Dresses for Africa (Pequenos Vestidos para África), uma instituição beneficente cristã que distribui vestidos para meninas carentes em todo o continente africano.

 

A primeira ação da As Vestideira teve início em 2016.

“Eu tive a ideia de começar a costurar vestidos para levar comigo em uma ação social que fui fazer na Amazônia, mas eu tinha muito pouco tempo para fazer muitos. Então resolvi mobilizar lugares e pessoas a doarem matérias escolares, brinquedos, chinelos, roupas, materiais de higiene pessoal para levar comigo e, nisso, arrecadei 275 kg para levar comigo. Enviei pela transportadora e quando cheguei lá distribui nas comunidades ribeirinhas”, lembrou Natália Berrocá.

 

Apesar de a primeira ação ter sido em 2016, foi no ano posterior que Berrocá, quando sentiu novamente o desejo de costurar, deu nome de As Vestideiras.

Natália Berrocá explicou que o projeto tem como intuito ajudar crianças que precisam, sem se importa com a cidade ou país que estejam.

“Através destes vestidos estamos resgatando um pouco da autoestima dessas crianças tão carentes que na maioria das vezes não têm nem o que comer”, disse.

No início do ano Berrocá recebeu doação de coletores menstruais da Inciclo para enviar para a ONG Salva Vidas Amazônia e fez a entrega pessoalmente.

“Os coletores foram entregues em a quatro comunidades ribeirinhas (Saracá, Ingleses, São Sebastião, Tumbira) e todas elas tiveram 100% de aprovação pelas mulheres. Primeiro pelo fato de que a maioria delas possuía alergia do absorvente. Segundo porque elas têm a consciência de que utilizavam algo que agredia a natureza. Outro fato bem importante é que elas são mais modernas e adeptas do que as pessoas imaginam”, contou.

 

O desafio é mobilizar costureiras, arrecadar tecidos e vestidos novos e usados de tamanho zero a 16 anos.

“Precisamos de pessoas que doem tecidos, vestidos e o tempo para costurar na própria casa mesmo. Pessoas que queiram ajudar o projeto, mesmo que estejam em outras cidades e queiram formar um grupo de costureiras”, ressaltou.

 

Berrocá sublinhou que o projeto não aceita doações em dinheiro, somente vestidos e materiais necessários para a confecção dos vestidos, como: linhas, tecidos leves, cordões.

 

As doações são feitas diretamente para Natália. Outras informações pelo telefone (16) 981693213, pelo email naty_berroca@hotmail.com ou Fapage @projetoasvestideiras.

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