
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Quase dois anos depois, a prefeitura abriu um processo emergencial, o que foi interpretado pela promotoria como uma decisão para aproveitar o período de eleições. Além disso, segundo o MP, há indícios de que a Suzantur teria feito um acordo com a prefeitura antes do lançamento do contrato de emergência, já que a empresa abriu uma filial em São Carlos em 3 de junho de 2016 e a comunicação do processo de contratação só foi feita em 19 de julho.
Para a juíza responsável, o contrato não é considerado irregular já que em outra ação civil pública foi feito um acordo com a Prefeitura, o MP e a Defensoria para a realização de um contrato emergencial para substituir a Athenas Paulista, e depois seria feita a licitação.
“Assim, diante desse contexto, em que se verificava a situação calamitosa do transporte público, aliada ao acordo, celebrado com anuência do Ministério Público e da Defensoria Pública, não há que se falar dolo, por parte dos requeridos, na criação de pretexto circunstancial ou emergência ‘fabricada’, ainda que o requerido Paulo Altomani possa ter algariado algum dividendo político com a notícia de que iria substituir a empresa que comandava o transporte público local, o qual, contudo, não lhe garantiu sucesso na reeleição”, disse a juíza na sentença.
Sobre a suspeita de redirecionamento da contratação da Suzantur, a juíza diz que as ações da empresa não são suficientes para demonstrar que o procedimento foi fraudado, “pois isso dependeria de conluio com outras empresas participantes, o que não restou demonstrado”. Ressaltou ainda que o mesmo questionamento foi arquivado em inquérito policial.