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Segundo Lucão, uma comissão formada por representantes dos médicos, dentistas, sindicato, o secretário de Saúde, Caco Colenci (representando a Prefeitura) e a Câmara, se reuniram algumas vezes para discutir o caso e elaborar um documento a ser apresentado no Ministério Público Federal no último dia 29.
Durante a última reunião que aconteceu na Câmara, a referida comissão elaborou um documento para que a proposta indicasse a manutenção desses profissionais por regime de tarefa e que o interesse público pudesse ser atendido.
CONTRAPROPOSTA – Durante a semana, Lucão conta que o secretário de Saúde chegou a sinalizar que o prefeito concordaria com o documento. “Porém, na reunião no Ministério Público realizada nesta quinta, fomos surpreendidos com o fato de a Prefeitura apresentar outro documento. Descartou o trabalho e o documento elaborado anteriormente pela comissão, trazendo uma contraproposta com uma carga horária (de 15 horas semanais) que não consta na sentença apresentada pelo juiz”, explicou Lucão.
Segundo ele, a contraproposta apresentada pela Prefeitura está em desacordo com a sentença dada e, portanto, não pôde ser aceita, inviabilizando mais uma vez a regularização do regime de trabalho desses profissionais, mantendo a saúde pública caótica na cidade.
OPINIÃO - Lucão relembra que após o primeiro encontro no Ministério Público e o início das discussões da comissão para elaboração do documento que referendasse a continuidade por regime de tarefa, o prefeito Airton Garcia sinalizou que aprovaria tal medida, o que não ocorreu.
“Não dá para entender o que a Prefeitura quer. Acredito que o prefeito está deixando a sua secretária de Administração atrapalhar a sua gestão. Ela não consegue fazer gestão junto ao funcionalismo público, que, inclusive, não gosta dela, e o caos se instala cada vez mais em nosso município”, opinou Lucão.
Outro agravante é que a cidade vem recebendo uma multa desde a gestão passada por não regularizar a situação dos profissionais médicos e dentistas. Com isso, a cidade já recebeu aplicação de uma multa de mais de R$ 4 milhões, valor que aumenta a cada dia até o cumprimento da sentença. Tal multa deverá ser paga pelo município e os gestores envolvidos no processo poderão sofrer ação civil pública.