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CASO CARLA CAMPOS: Não foi racismo, afirma advogado

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Acusação de racismo gerou enorme repercussão na Comunidade Negra de São Carlos, inclusive com passeata pelas ruas de São Carlos

 

Duas servidoras – uma concursada e a outra terceirizada – afirmaram que sofriam perseguição por parte de Carla por serem negras

 

O advogado Abalan Fakhouri rechaçou as acusações de racismo que pesam contra a ex-chefe de Gabinete da Secretaria da Pessoa Com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Carla Campos. Desde ontem, a servidora não ocupa mais o cargo político na gestão Airton Garcia (PSB) .

“A Carla Campos não cometeu crime de racismo. Ela nega peremptoriamente que não cometeu esse crime e que não tem qualquer preconceito quanto à raça e credo. Ela está sofrendo muito em relação a esse caso e desconhece os motivos que levaram a tamanha repercussão na sociedade, gerando um inquérito policial”, destacou o advogado, que recebeu o Primeira Página ontem à tarde.
As acusações reverberam desde o dia 10 de julho, quando houve o registro de um Boletim de Ocorrência. Duas servidoras – uma concursada e a outra terceirizada – afirmaram que sofriam perseguição por parte de Carla por serem negras.
Na delegacia, além das provas testemunhais, as prováveis vítimas apresentaram provas materiais, que comprovariam as ofensas racistas. “No meu humilde entender, as provas não são suficientes para condenar a Carla Campos por racismo. As gravações não apontam o crime de racismo. A pessoa precisa ser contundente na fala racista. Nas poucas palavras proferidas, ela não cometeu racismo”, enfatizou Abalan Fakhouri.
Uma das denunciantes disse em depoimento que, durante uma discussão, a servidora a humilhou dizendo que “até você chegar, nos éramos unidos, agora tudo está com uma nuvem preta” e entregou o áudio do diálogo à polícia.
Convivência

Segundo Abalan Fakhouri, Carla Campos relatou uma convivência tranquila, harmoniosa e solidária na Secretaria. “Ela desconhece o que gerou tamanha repercussão”.
Carla Campos não foi chamada para depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que cuida do inquérito. “A Carla está tranquila, pois não considera que cometeu crime, mas está magoada e sofrendo com a repercussão, afinal é uma pessoa sensível”, observou Abalan Fakhouri.
A comunidade negra de São Carlos entendeu que a exoneração de Carla Campos foi o primeiro passo contra a prática do crime de racismo dentro da Prefeitura, mas a luta não terminou e que ainda há muito racismo dentro das repartições públicas e na sociedade.

Em mensagens de grupos, nas redes sociais, o pedido é para que a mobilização da comunidade não termine com a exoneração.

 

Crédito Jeferson Vieira

Jornal Primeira Página

Fonte original da notícia: https://www.jornalpp.com.br/noticias/cidades/caso-carla-campos-nao-foi-racismo-afirma-advogado/

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