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O SERVIÇO DE HEMODINÂMICA DA SANTA CASA COMPLETA 20 ANOS

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Durante esse período, a equipe realizou mais de 25 mil procedimentos, com grau de excelência de grandes centros hospitalares no país

 

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Uma das salas de procedimento do Serviço de Hemodinâmica da Santa Casa – Foto: Assessoria Santa Casa

 

 

O Serviço de Hemodinâmica da Santa Casa de São Carlos chegou à marca de mais de 25 mil procedimentos realizados em 20 anos. Desses, 68% (quase 17 mil) foram cateterismos cardíacos e 32% (8 mil) foram angioplastias coronárias com implantes de stents. E durante todo esse período, menos de 0,2% dos pacientes tiveram complicações e faleceram.  Os dados incluem procedimentos SUS, convênios e particulares. A equipe médica se destaca, ainda, por realizar intervenções de excelência, realizadas em poucos centros hospitalares.

 

É o caso da aterectomia rotacional. Esse procedimento é realizado nos casos em que a obstrução coronária fica muito endurecida devido à calcificação acentuada. Para “abrir caminho” pela artéria coronária, usa-se um dispositivo especial que funciona como uma espécie de broca que retira essa massa calcificada para que seja possível fazer um implante de stent. A equipe de Cardiologia Intervencionista da Santa Casa é que a tem maior experiência nesse tipo de procedimento em todo o interior de São Paulo.

 

A equipe também é certificada pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica para realizar o Implante de Valva Aórtica Transcateter (TAVI). Semelhante à colocação de um stent (pequena mola usada para dilatar os vasos entupidos), o procedimento consiste na instalação de uma válvula artificial usando um cateter bem fino, que é inserido por meio de um microfuro na virilha, sem a necessidade de cortes. O dispositivo, então, segue até o coração, onde a válvula artificial é expandida. Com esse tipo de procedimento, o paciente recebe alta em três dias.

 

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Sérgio Berti é um dos médicos da equipe de Cardiologia Intervencionista– Foto: Assessoria Santa Casa

 

A equipe de Cardiologia Intervencionista da Santa Casa é formada por 3 médicos com especialização em cardiologia intervencionista, 2 enfermeiras e 8 técnicos de enfermagem.

 

“A doença cardiovascular é a principal causa de morte no Brasil. Dentre as doenças cardiovasculares, o infarto é o que mais mata. Por isso, os procedimentos hemodinâmicos são tão importantes, porque diminuem esse risco de mortalidade”, explica um dos cardiologistas da equipe da Santa Casa, Sérgio Berti.

 

O cardiologista intervencionista afirma ainda que “em um hospital que não tem serviço de hemodinâmica, a mortalidade dos pacientes com infarto gira em torno de 30%. Com os procedimentos de hemodinâmica, essa taxa de mortalidade cai para 5%.

 

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O Serviço de Hemodinâmica conta com equipamentos de alta tecnologia – Foto: Assessoria Santa Casa

 

Natalina Fonseca Gomes, de 70 anos, é um dos pacientes do Serviço de Hemodinâmica. A primeira cirurgia foi em 2004. “Eu trabalhava como faxineira. Comecei a sentir formigamento e uma dor no braço. Um dia, senti uma dor forte no peito e passei mal e fui trazida para a Santa Casa”.

 

De lá para cá, a dona de casa já passou por 14 procedimentos. “Sempre fui muito bem atendida. Tanto pelos médicos quanto pela equipe do Serviço de Hemodinâmica. Se hoje estou viva e estou bem, é graças ao trabalho de todos eles”, agradece Natalina.

 

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Natalina Gomes, 70 anos, passou por 14 procedimentos no Serviço de Hemodinâmica – Foto: Arquivo Pessoal

 

 

PREVENÇÃO

O cardiologista Sérgio Berti reforça que os bons hábitos podem ser decisivos para evitar a progressão dos problemas de coração. “Caminhar de trinta minutos a uma hora, três a cinco vezes por semana; não fumar e manter uma alimentação com pouco açúcar, farinha branca e alimentos processados, podem fazer grande diferença. São atitudes simples, que ajudam no controle da pressão, do colesterol e do açúcar no sangue. Além de, claro, fazer o acompanhamento com o seu médico e tomar os remédios que forem necessários para controle. E isso vale, inclusive, para quem já passou por procedimentos cardíacos. A prevenção e uma rotina mais equilibrada, podem evitar novas cirurgias”, explica.

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